sexta-feira, 3 de agosto de 2012

PIP/2012

 



MOTIVAÇÃO E APRENDIZAGEM 
Sendo o aspecto afetivo constructo da natureza humana e elemento responsável pela definição das relações interindividuais, base para todo desenvolvimento sócio-cognitivo do ser humano, convém, destacarmos também a motivação como parte integrante desse aspecto e seus determinantes no processo ensino-aprendizagem, bem como, todas as ações da vida prática do indivíduo.
No campo da Psicologia muitos estudos são desenvolvidos a fim de se compreender as variáveis motivacionais do comportamento humano. Hoje, contamos com um número significativo de pesquisas envolvendo esse assunto, porém não há ainda entre os autores que se preocupam com esse tema, usualmente, uma concepção universal aceita.
Todavia, o que nos interessa nesse contexto é perceber a partir desses estudos, as contribuições trazidas, no tocante, ao lugar ocupado no âmbito educacional e as conseqüências do fator motivação[3], no desenvolvimento das estruturas cognitivas do sujeito.

 
Segundo o dicionário Aurélio define: o conjunto de fatores os quais agem entre si, e determina a conduta de um indivíduo.
No campo educativo, costumamos responsabilizar a motivação tanto à facilidade com que o educando aprende, quanto pela ausência de sua aprendizagem, no entanto, não podemos ser reducionistas a ponto de negarmos os inúmeros fatores que envolvem essas realidades, destarte, a motivação consiste apenas em mais um elemento considerável e imprescindível, seja para aprender ou realizar algo. Nesse sentido, vale ressaltar que todo comportamento pressupõe um motivo, seja no espaço específico de sala de aula, quão em todas as ações da vida humana, estas são movidas por uma força motivacional, embora não esteja explícita.
Segundo Geraldina Witter, o conceito motivação, dependendo do autor, destaca um ou três tipos de variáveis: * determinantes ambientais; * forças internas (necessidade, desejo, emoção, impulso, instinto, vontade, propósito, interesse e etc.); * incentivo, alvo ou objeto que atrai ou repele o organismo.
A concepção de motivação que mais ganhou destaque condiz à vinculada à teoria da evolução, por seu caráter utilitário-funcional para a sobrevivência e desenvolvimento filogênico e ontogênico. Partindo dessa ótica, todo comportamento é motivado e, sobretudo corresponde às necessidades do organismo, daí dizer que o comportamento configura-se em instrumento pelo qual a necessidade é satisfeita.
Sem dúvida, como podemos perceber, a motivação implica componente basilar de toda atividade humana a ser aprendida. Comporta inúmeras situações em que pressupõe aprendizagem. Nesse sentido, é comum observarmos no meio educacional, em particular, no cotidiano de nossas escolas públicas, o incômodo de muitos educadores em compreender o desinteresse dos educandos, o pouco caso destes pelo que o professor ensina-lhes, ou seja, a busca por alternativas para solucionar ou senão amenizar os problemas advindos por não se possuir as condições motivacionais favoráveis à aprendizagem. Atribuídas na grande maioria das vezes somente ao mundo extra-escolar dos educandos.
No entanto, vale destacar que tanto para a ação de aprender quanto de ensinar, faz-se necessário uma força propulsora motivacional que determine ambas as situações, bem como, garanta a otimização do processo ensino-aprendizagem através da melhoria da motivação.
Partindo dessa premissa, é de convir que o problema da falta de motivação, tão discutido no dia a dia da prática educativa, não se limita apenas ao alunado, apresenta proporção bem maior, capaz de ir desde a direção ao corpo docente, devido às condições que asseguram o desenvolvimento da educação brasileira serem precárias e desoladoras.
As variáveis responsáveis pela falta de motivação dos professores sobremaneira justificáveis, como: a pouca disponibilidade de tempo para planejar, a baixa remuneração, condição material desfavorável, sobrecarga de trabalho, formação deficiente, desvalorização social, enfim, dentre outros elementos impeditivos e propícios à resistência a mudanças, ao avanço, à inovação, são aspectos fidedignos da realidade educacional brasileira, todavia, seria no mínimo ingenuidade falar sobre motivação sem refletir e mencionar a real situação de boa parte de nossas instituições escolares.
Embora vítima dessa superestrutura que requer mudanças significativas, o educador será sempre o responsável primeiro pelo desenvolvimento sócio-cognitivo de seus educandos, o grande encarregado de promover as contingências reforçadoras que garantam a motivação e conseqüentemente levem à aprendizagem. E nesse caso, acaba tornando-se o elemento motivador por meio de seus estímulos antecedentes (decoração da sala, material didático, engenharia do ambiente e disposição dos alunos), também pelo modo como relaciona-se, sua postura, sua linguagem, etc.
É inegável a relevância do fator motivação no desenrolar da prática pedagógica e, nesse sentido, não importa as estratégias motivacionais que o educador disponha e, sim, o seu compromisso em envolver o educando levando-o a perceber a aprendizagem adquirida também como conquista pessoal.
 ( Disponível em http://www.educacaoonline.pro.br/index.php?option=com_content&view=article&id=299:o-aspecto-socio-afetivo-no-processo-ensino-aprendizagem-na-visao-de-piaget-vygotsky-e-wallon&catid=4:educacao&Itemid=15)
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